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O futebol de salão começou a ser praticado em 1930 na cidade de São Paulo, no Brasil, e em Montevideu, no Uruguai. Devido à dificuldade em encontrar campos de futebol, improvisaram jogos nos campos de basquetebol e hóquei, aproveitando as traves usadas na prática deste último desporto.

Em Portugal, tudo começou na década de 80, altura em que, sobretudo no verão, se realizavam grandes torneios de futebol de salão. Cada organização realizava as suas provas, sempre na perspetiva de angariação de receitas extraordinárias para fazer face às despesas das modalidades dos clubes. Foi durante uma conversa num pavilhão que um grupo de pessoas começou a equacionar a possibilidade de se organizarem provas (torneios), onde as regras fossem as mesmas, já que todos os torneios tinham regras e regulamentos diferentes, e sobretudo onde o produto da organização fosse em proveito de todos.

Surgiram então três associações a nível nacional: Porto, Lisboa e Minho. A 8 de Novembro de 1986, a Associação de Futebol de Salão do Porto (AFSP) organizou o 1º Congresso das Associações de Futebol de Salão em Portugal, tendo contado com a presença de representantes da Associação do Porto, Minho, Ribatejo, Aveiro e Lisboa, sendo ainda aprovado nessa reunião a criação da Federação Portuguesa de Futebol de Salão. Foi ainda abordado o facto de a AFSP centralizar os resultados do 1º Campeonato Nacional de Futebol de Salão, pelo facto de ser a única que possuía um telex.

Esta primeira versão federativa foi constituída por gente muito importante do desporto em Portugal, nomeadamente Paulo Relógio (à data, Presidente do Sindicato de Jogadores), José Eduardo (ex-Profissional de Futebol) e muitos outros a colaborarem: Rui Tovar, Fernando Correia, Eusébio, e não só.

  Após alguns meses de espera pela legalização da FPFS, deu-se início ao 1º Campeonato Nacional de Futebol de Salão, que viria a ser ganho pela equipa do Porto, o Grupo Desportivo “Os Académicos”. A modalidade cresceu rapidamente com a AFSP, e os seus dirigentes assumiram a liderança da modalidade em Portugal, sendo relevante o facto de logo no seu primeiro ano de exercício a AFSP ter registado inscrições de 48 equipas que disputaram a primeira prova, que servia de apuramento para o 1º Campeonato Nacional da modalidade.

Em 1990, realizou-se no Porto o Europeu da modalidade, tendo decorrido com enorme brilhantismo: foram lotações esgotadas em todos os jogos de Portugal, com grande destaque para a conquista do título, e todas as partidas de Portugal foram transmitidas em direto, pela RTP.  

Posteriormente, depois de algumas divergências entre dirigentes das modalidades de Futebol de Salão e Futsal, foram tomadas as seguintes medidas: 

1.º- Abandono imediato da prática do Futebol de Salão, implicando naturalmente o abandono da direção de então da Federação Portuguesa de Futebol de Salão;

2.º- Divulgação imediata num Open de Futsal das novas regras da modalidade;

3.º- Criação de uma estrutura federativa, a Federação Portuguesa de Futsal;

4.º- Integração da Federação Portuguesa de Futsal na Federação Portuguesa de Futebol, com o estatuto de órgão autónomo.

Paralelamente, nesse mesmo ano, em 1990, disputou-se o 1º campeonato nacional da modalidade, sendo as alterações regulamentares mais significativas em relação ao Futebol de Salão, as seguintes:

 - A bola aumenta ligeiramente;

 - Passa a ser permitido jogar dentro da área de baliza;

- Introdução das faltas individuais e faltas cumulativas;

- Introdução do duplo penalti (livre de 12 m, agora livre de 10 m)

- Substituições volantes em vez de se parar o jogo;

- Possibilidade do guarda-redes poder sair da área (e jogar a bola durante 4 s).

Desde estão, outras alterações às regras surgiram, visando proporcionar sempre uma modalidade cada vez mais espetacular, atrativa e ofensiva, características que fazem do Futsal a segunda modalidade desportiva mais praticada no nosso país.

 

Regulamento

Boletim de Jogo Infantis/Iniciados

Boletim de Jogo Juvenis/Juniores