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Escalada

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Escalada

A primeira referência à modalidade surgiu em 1857, com a criação do Alpine Club, em Londres. Na primeira metade do séc. XX, a forte relação entre escalada e alpinismo fez com que o Montanhismo fosse o termo utilizado para aglutinar as duas práticas, designando-se os seus praticantes como montanheiros ou montanhistas. Em 1951 (Anapurna) e 1953 (Everest) foram concluídas com êxito as primeiras ascensões de picos com mais de 8.000 metros.

É de facto na segunda metade do séc. XX que a especialização nas diferentes áreas e técnicas do Montanhismo/Escalada se começa a enraizar nas diferentes escolas de formação – e a evolução tecnológica ajudou. O praticante foi transformando gradualmente o princípio base de “ir mais alto” em “fazer mais difícil” e, assim, foi procurando equipamentos e materiais cada vez mais resistentes e seguros e, simultaneamente, mais leves e funcionais.

 Os portugueses tornaram-se “exploradores das altitudes” desde muito cedo. O Padre jesuíta António de Andrade foi, em 1624, o primeiro europeu que atravessou os Himalaias. A atividade estruturada da prática do Montanhismo/Escalada inicia-se em 1943, com o aparecimento do Clube Nacional de Montanhismo – Alpine Club de Portugal – no Porto, pela mão de um grupo de entusiastas, entre os quais se destacam Jorge Santos, João Lázaro e Amândio Silva. Até ao presente, outros clubes e praticantes foram escrevendo a história da escalada: exemplo disso é João Garcia, que se iniciou nas técnicas de escalada no Clube de Montanhismo da Guarda e que recentemente concretizou o projeto de concluir com êxito as 14 ascensões de picos com mais de 8.000 metros sem recurso a O2 artificial, ficando assim a pertencer a um grupo restrito de 10 alpinistas que o concretizaram.

Nos anos 70 do século passado, a prática de Montanhismo/Escalada chega à formação de base do Professor de Educação Física, tradição ainda mantida por algumas universidades. Desde dos anos 80/90 que surgem Grupos-Equipa de Escalada e/ou Multiactividades no âmbito do Programa do Desporto Escolar. Já em finais dos anos 90 a denominada Escalada Desportiva – prática caracterizada pela execução de escalada de grande dificuldade técnica e atlética em vias equipadas para o efeito – começa a afirmar-se, não só na rocha, como nas escolas e pavilhões desportivos onde foram instaladas estruturas artificiais de Escalada. Essas estruturas artificiais permitem uma prática de proximidade e de parceria com outras escolas e entidades que, até ao presente, tem permitido promover encontros de Escalada Desportiva Competitiva, quer na versão “Boulder”, quer na versão Escalada de Dificuldade. Estes encontros, realizados durante os últimos anos, mobilizaram centenas de alunos provenientes de dezenas de escolas e promoveram percursos desportivos de qualidade comprovada. Exemplo disso são os atletas federados provenientes das provas do Desporto Escolar, Kimie de Oliveira Kon, várias vezes campeã, e Mário Inocêncio, segundo do Ranking de Bloco de 2009, ambos colaboradores em Encontros de Escalada como Equipadores de Vias.