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Desporto Adaptado

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Desporto Adaptado

O Desporto Adaptado surgiu no início do século XX, com as primeiras atividades a serem dirigidas para os portadores de deficiências auditivas e visuais. No entanto, só no final da Segunda Guerra Mundial, quando os soldados regressaram aos seus países com vários tipos de mutilações, se deu oficialmente início a este desporto.

O desporto para portadores de deficiências físicas não parou de crescer e, desde 1960, decorrem os Jogos Paralímpicos, sempre alguns dias após e na mesma sede dos Jogos Olímpicos convencionais.

A Constituição da República Portuguesa de 1976 consagra, no seu Artigo 79º, o direito à cultura física e ao desporto a todos, aspeto reforçado pelo Artigo 1.º da Lei n.º 30/2004, de 21 de Julho – Lei de Bases do Desporto – que assume o desporto como fator indispensável na formação da pessoa e no desenvolvimento da sociedade, não deixando de se ocupar especialmente da prática desportiva do cidadão portador de deficiência, como é visível nas determinações constantes nos artigos 5.º, 26.º, 32.º, 70.º e 82.º.

Do mesmo modo, a Lei n.º 38/2004, de 18 de Agosto – Lei de Bases da Prevenção e da Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência – faz referência ao valor da prática desportiva para os cidadãos portadores de deficiência, nomeadamente no que se refere ao desporto e à recreação como medidas para a habilitação e reabilitação (artigo 25.º). Além disso, estabelece que “cabe ao Estado adotar medidas específicas necessárias para assegurar o acesso da pessoa com deficiência à prática do desporto e à fruição dos tempos livres” (artigo 38.º), incluindo o acesso à prática do desporto de alta competição (artigo 39.º).

A organização da prática desportiva é, portanto, um instrumento privilegiado de intervenção com portadores de deficiência. O universo do desporto subdivide-se em várias vertentes, nomeadamente, educativa, recreativa, terapêutica e competitiva, todas elas aplicáveis às populações especiais, e também todas elas promotoras de integração social.

O desporto tem o mérito de dar visibilidade às capacidades dos indivíduos, e não às suas dificuldades, pois ninguém pratica uma atividade desportiva e recreativa em que não tenha oportunidade de colocar em evidência as suas capacidades.

O objetivo é fomentar a aprendizagem e o desenvolvimento de aptidões dos portadores de deficiência, permitindo maior autonomia através do desenvolvimento da condição física e do desenvolvimento cognitivo, contribuindo para a integração social e para a consequente qualidade de vida.

De acordo com o Comité Paralímpico de Portugal, as modalidades praticadas por pessoas com deficiência são, por exemplo, o atletismo, basquetebol, boccia, equitação, esgrima, futebol de 5 e futebol de 7, goalball, halterofilismo, judo, natação, para-canoagem, para-ciclismo, para-triatlo, remo, rugby, ténis de mesa, ténis em cadeira de rodas, tiro, tiro com arco, vela e voleibol.